Telefunkens ( Sons e Imagens)

Thursday, March 30, 2006

Antes que me falem


Quem sabe um sonho louco me acorde essa noite,
e eu não queira abrir os olhos.
Talvez guiado por um anjo torto.
Não me leve agora.

São lagrimas diárias que escorrem em meu rosto.
Na ânsia de gritar.
A febre raivosa queima o meu peito,
espalha a fúria incerta e é certo que eu não posso mais errar...



Quero encontrar, as pessoas certas.
Não desperdiçar, as palavras belas.


Se fecho os meus olhos tenho tristes pesadelos.
Tudo tão real.
Se abro os meus olhos sinto o mesmo desespero.
Solidão total.
Por isso eu insisto e não vou abrir os olhos.
Como se fosse fácil.
Ignorar sentir o que desejo em minha alma,
a calma agora e o que me falta pra que eu possa acreditar.



Quero encontrar, as pessoas certas.
Não desperdiçar, as palavras belas.


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Prestar Silêncio


Não quero mais ouvir você, e aceitar calado.
Se tudo der errado do meu jeito
eu mudo os planos e chego de outro lado.

Eu só não quero mais ouvir você, e aceitar calado.
Que as coisas são assim e sempre vão ser,
nada vai ser mudado.

Nossos heróis morreram na historia.
Por que os vilões foram incentivados.
A televisão comove alguém que agora chora.
Escorre o sangue quente inocente pelo asfalto.
E eu nem sei de onde veio à bomba.

Não quero mais prestar silêncio,
chorando as mesmas lágrimas.
Os minutos que pedimos resultados,
já somam horas, e nada de mudanças.

Não faço parte do seu segredo,
e já não tenho medo.
Você foi corrompido ódio,
mas suas ameaças só ativam meus anseios.

Nossos heróis morreram na historia.
Por que os vilões foram incentivados.
A televisão comove alguém que agora chora.
Escorre o sangue quente inocente pelo asfalto.
E eu nem sei de onde veio à bomba.

A agressão mais forte é negar conhecimento.
Mas nossa formação não vem ao caso,
e a criatividade não recebe investimento.

Os nossos heróis morreram na história,
e nos ficamos perdidos em combate.
A televisão confunde alguém que chora,
ele também não faz idéia...
De onde veio a bomba.

Foto do show no SESC, dia 23 de março de 2006

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Equilíbrio


Se não fosse o céu, não existiria o inferno.
E o que seria do céu se houvesse um inferno.
E como vemos o bem se faz em cima do mal.
Porque o bem justifica o que julgamos normal.

Asas de concreto que jamais vão decolar.
Erguidas pelo sonho do arquiteto engenhoso.
Que tentou organizar o crescimento de um povo.
Que se vira como pode pra tentar viver em paz..

Classe media, rica e pobre convivendo muito próximos.
Se evitando a todo instante para não correr perigo.
De enxergar o desperdício...
De perder o equilíbrio e cair mais um degrau.

Tudo é desigual!
Você não enxerga, é como se alimentasse um vício.
Tudo é desigual!
Até me apavora a crueza de quem quer lucrar com isso.
Tudo é desigual!
Você não enxerga...

E tudo vai continuar assim.
Porque não depende só de mim.
E vejo que ninguém quer mudar.
Mudar o modo de pensar.

E eu não quero ficar só.
Eu não posso ficar só.
Eu detesto ficar só,
Imaginando como deveria ser.


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